Número de registro
319
Denominação
Litogravura
Título
Serra do Ouro Branco
Classificação
Local de produção
Data de produção
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Marcas/Inscrições
“1se Div – Pl 4/ Bichebois del., par V. Adam – dess. d’ap. Nat. par Rugendas – Lith. De Engelmann Rue Louis-le-Grand Nº 27 à Paris/ Serra do Ouro-Branco dans la province de Minas Gerais”
Dimensões
Altura (cm):33,0 Largura (cm):43,0 Comprimento (cm): Profundidade (cm): Diâmetro (cm): Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Gravura com cena representando uma paisagem, com céu e montanha ao fundo; floresta de araucárias, com um vale que se abre ao meio, composto de densa vegetação; em primeiro, um grupo de viajantes (tropeiros), com dois homens puxando os cavalos e duas mulheres montadas, em meio a uma paisagem composta por cactos, agaves e capins.
Características estilísticas
Litogravura do século XIX, 1ª metade, executada por V. Adam e Bichebois, a partir de desenho feito ao natural por João Maurício Rugendas; trata-se de uma composição bem elaborada, com uma apreensão minuciosa e exuberante da paisagem, uma das características marcante dos desenhos de cunho paisagístico feitos por Rugendas, em sua viagem ao Brasil (1821-1825).
Características iconográficas/ornamentais
Paisagem com vista da Serra do Ouro Branco, com a presença de tropeiros; estes últimos compõem um tema muito apreciado por Rugendas, que o reproduziu em muitos de seus desenhos.
Dados históricos
João Maurício Rugendas (1802-1858) foi o mais distinguido dos artistas estrangeiros a documentar o Brasil, onde esteve a partir de 1821, acompanhando a missão do cônsul russo von Langsdorff; mas dele separou-se pouco depois e percorreu o pais, por conta própria, em várias direções, até 1825, quando regressou então à Europa, com as pastas cheias de desenhos. Demorou-se algum tempo em Paris, tratando da publicação dos mesmos. A sua preciosa coleção artística, constando de esboços a óleo, aquarelas e desenhos a lápis, feitos principalmente na América Meridional (México, Chile, Peru, Bolívia e Brasil), a partir de 1821, compreende cerca de 3.353 estudos e, atento ao seu valor não só artístico como geográfico e etnológico, foi adquirida, em 1848, pelo governo Bávaro, e é conservada entre os tesouros da famosa Pinacoteca de Munich. Os resultados da primeira viagem de Rugendas ao Brasil, entre 1821 a 1825, foram os únicos publicados.
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha Cadastral 24-03-1975; Ficha de Conservação e Restauração 12-10-1990; Ficha Topográfica 1991. Minas Gerais: os Viajantes estrangeiros. Suplemento Literário do Minas Gerais. Belo Horizonte, Ano V, nº 213, Sabádo/26 de set, 1970.
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/




