Número de registro
470
Denominação
Escultura Religiosa
Título
[Bom Pastor /S. João Menino]
Classificação
Local de produção
Data de produção
Autor
Material/Técnica
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Dimensões
Altura (cm): 12,0 Largura (cm): 4,0 Comprimento (cm): Profundidade (cm): 5,0 Diâmetro (cm): Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Figura de um menino, sentado, em posição frontal; cabeça inclinada à esquerda, olhos fechados; cabelos em tufos estriados; braço direito flexionado ao alto, com a mão servindo de apoio à cabeça; braço esquerdo abaixado, ligeiramente flexionado, mão segurando uma ovelha deitada ao seu colo; pernas dobradas e cruzadas, com os pés jogados para lados opostos. Vestido com uma túnica curta, de abrir ao meio, cingida com laço, com padronagem em reticulados salientes; uma bolsa de mesma padronagem está jogada por detrás, com a alça trespassada diagonalmente pelo tórax; um cântaro, no seu colo, serve de apoio ao braço direito; uma outra ovelha, menor, está sobre seu ombro; as ovelhas apresentam o pelo na mesma padronagem da vestimenta e bolsa; calçado com sandálias de tiras.
Características estilísticas
Singela escultura, em marfim, de execução esmerada, datável do século XVIII, de provável origem indo-portuguesa.
Características iconográficas/ornamentais
O tema do Bom Pastor é tratado freqüentemente em pintura e escultura desde o século VI. O tema desaparece por completo na arte medieval e torna a reaparecer nos séculos XVII e XVIII. Está embasado pelo texto bíblico: a parábola do Bom Pastor que vai a busca da ovelha perdida figura em Lucas (15, 3-7), João (10, 1-6); no Salmo 23 (“O Senhor é meu Pastor”), Ezequiel (34,12) e Isaías (40,11). Assim, o Bom Pastor – aqui representado como um menino – é a imagem de Cristo, sempre disposto a salvar o pecador que sempre perde. (1); mas pode tratar-se também de uma representação de São João Batista menino, cujo atributo principal é o cordeiro que lhe acompanha ao colo.
Dados históricos
Não foram localizados dados específicos sobre o objeto. Imagens de origem luso-oriental são imagens sacras produzidas no Industão – as imagens indo-portuguesas -, na ilha do Ceilão – as cigálo-protuguesas -, na China e no Japão. São peças esculpidas por artesãos nativos, a princípio copiando e recriando protótipos trazidos pelos padres das missões portuguesas desde o século XVI, época da conquista da Ásia. As técnicas e os materiais eram locais, bem como certas tendências interpretativas, impregnadas de antigas tradições. Portugal tornou-se, no correr dos séculos XVII e XVIII, um dos países mais ricos em imagens religiosas de marfim. (1)
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha Cadastral 1975/Ficha de Conservação e Restauração 1990/Ficha Topográfica 1991-1993 (1) PASTOUEAU, Michel. La Biblia y los Santos. Madrid, Alianza Editorial, 1996. (2) MOUTINHO, Stella Rodrigo Octavio et alii. Dicionário de Artes Decorativas e Decoração de Interiores. Rio de Janeiro. Ed. Nova Fronteira, 1999. (3) No Tempo das Feitorias. A arte portuguesa na época dos descobrimentos. Lisboa, Museu Nacional de Arte Antiga. Junho-Dezembro de 1992, vol. 1.
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/




