Número de registro
504
Denominação
Coroa do Divino
Classificação
Local de produção
Data de produção
Autor
Material/Técnica
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Dimensões
Altura (cm): 36,0 Largura (cm): 28,0 Comprimento (cm): Profundidade (cm): 28,0 Diâmetro (cm): 19,7 Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Coroa de base circular frisada, em frisos meia-cana, gravado com ramos de flores; parte central recortada, com seis cartelas de centro losangular estriado, circundadas por frisos curvos e volutas; intercaladas por palmetas sobrepostas, também em frisos curvos, volutas e fundo estriado; das cartelas sobem seis hastes recurvadas para dentro, de recortes e ondulados delimitados por frisos, com interior decorado em cartelas iguais às anteriores e seqüência de palmetas, tudo envolvido por frisos curvos, volutas, ramos e flores; parte central de cada haste com uma pomba; arremate superior em moldura sextavada e escalonada em três degraus, encimada por esfera, onde pousa uma pomba de asas abertas; esses três últimos elementos em dourado.
Características estilísticas
Coroa em prata lavrada e dourada, de boa fatura, com decoração setecentista, mas de interpretação mais popular, com cartelas, palmetas, flores e elementos sinuosos; datável do século XVIII ou XIX, de provável origem mineira; não apresenta marcas do ourives e da contrastaria.
Características iconográficas/ornamentais
Cartelas, vazados, frisos sinuosos, volutas, palmetas, flores e ramos; No geral, a pomba é o símbolo do Divino Espírito Santo; assim aparece na Anunciação, na Árvore de Jessé, no Batismo de Jesus, no Pentecostes e em algumas vidas de santos. A origem dessa representação deve ser buscada nas passagens dos evangelistas Marcos (1, 9-11) e João (1, 32): “logo que saiu da água (Jesus), viu o céu rasgar-se e o Espírito, como pomba, desceu sobre ele”. (1)
Dados históricos
Não foram localizados dados específicos sobre o objeto. Sobre o Divino – festa religiosa, em Portugal, estabelecida nas primeiras décadas do século XIV pela Rainha D. Isabel, a santa, (1271-1336), casada com o rei Do. Diniz de Portugal (1261-1325). Devoção rapidamente propagada tornou-se uma das mais intensas e populares, já regulamentada no Código Afonsino. Foi trazida para o Brasil no século XVI. Império do Divino, palanques, coretos armados para o assento do Imperador do Divino, criança ou adulto, escolhido para presidir a festa e que gozava de direitos majestáticos, libertando presos comuns em certas localidades portuguesas e brasileiras. A Festa do Divino é móvel. Quarenta dias depois do Domingo da Ressurreição é a Quinta-feira da Ascensão do Senhor (Dia da Hora) e dez dias depois é Domingo de Pentecostes, dia do Divino Espírito Santo. (2)
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha Cadastral de 27-03-1975; Ficha de Conservação e Restauração 09-11-1990; Ficha Topográfica 1991-1997. (1) PASTOUREAU, Michel. La Biblia y los Santos. Madrid, Alianza Editorial, 1996. (2) CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. São Paulo, Global, 2001.
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/




