Número de registro
461
Denominação
Escultura Religiosa
Título
Santana Mestra
Classificação
Local de produção
Data de produção
Autor
Material/Técnica
douramento | entalhe | folha de ouro | madeira | policromia | tinta
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Dimensões
Altura (cm): 51,0 Largura (cm): 29,5 Comprimento (cm): Profundidade (cm): 18,0 Diâmetro (cm): Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Conjunto escultórico composto por duas figuras femininas. Uma figura de meia-idade, assentada, em posição frontal, de cabeça inclinada à direita, de olhos abaixados; parte de mechas de cabelos por baixo do véu; braço direito flexionado à frente; mão aberta, segurando um livro aberto que se apóia em sua cintura; braço esquerdo flexionado lateralmente, com a mão sobre o ombro da outra figura; pernas dobradas, a direita com o pé mais afastado, encoberto pela veste; o pé esquerdo tem apenas a ponta visível, calçado em sapato preto. Vestida com túnica vermelha, com padronagem floral, cingida à cintura; manto azul, com padronagem floral, cobrindo a perna esquerda e caído por trás; um véu azul, com confetes, cobrindo a cabeça e enrolado no pescoço. A outra figura de uma menina, de pé à direita, em posição de meio-perfil, cabeça inclinada à frente, com olhos abaixados; tem os cabelos compridos, marrons; tem o braço direito flexionado à frente, em direção ao livro, sem a mão; braço esquerdo estendido á frente, mão segurando o livro por baixo; pernas encobertas pela veste. Vestida com túnica de padronagem floral; manto azul com padronagem floral dourada, enrolado no braço direito e terciado no corpo. A cadeira tem o espaldar alto, com cachaço em recortes curvos, formando bicos nas quinas e concha ao centro, com contorno ressaltado e dourado; pernas curvas, com joelho de saída; base vermelha, com laterais e fundo reto; quinas chanfradas e frente recortada em semicírculo.
Características estilísticas
Escultura de cunho semi-erudito, com algumas incorreções no tratamento anatômico das figuras. De rostos angulosos, com os narizes chanfrados na frente; cabelos de tratamento comuns; bocas de lábios sem recortes; olhos amendoados; panejamento volumoso, de movimentação rígida, com as pregas angulosas em caimento diagonal; mãos de dedos alongados; o panejamento em motivos florais e confetes é típico do barroco e denuncia uma possível origem baiana da peça.
Características iconográficas/ornamentais
Iconografia: Santa Ana, esposa de São Joaquim e mãe da Virgem Maria, cujo culto é bem antigo, datando do século VI, no Oriente, e do século VIII, no Ocidente. A história de Santana não se encontra na Bíblia, foi criada em cima de uma tradição que bebeu suas fontes nos escritos apócrifos, especialmente no "Proto-Evangelho de São Tiago" ou "Livro sobre a natividade de Maria", do século II d.C. Culto bastante comum em Minas Gerais onde teria chegado com os primeiros povoadores, daí proliferando-se rapidamente. Outro fato que auxiliou essa proliferação foi o papel das confrarias de Santana, associadas à caridade e à cura de doenças. Em Minas Gerais geralmente aparece sob a invocação de Santana Mestra, uma matrona sentada em uma cadeira com um livro aberto nos joelhos, ensinando (ou aprendendo) com a Virgem menina. As variações de sua representação ficam a gosto do artista, da época e da região. (1); (2) e (3)
Dados históricos
Não foram localizadas informações históricas específicas sobre a peça.
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha Cadastral de 26-03-1975; Ficha para Conservação e Restauração de 05-11-990; Ficha Topográfica de 17-05-1991, 22-01-1992, 04-02-1993, e agosto de 1994 e 1996. duas fotos P&B nos 192 e 193. (1) ROIG, Juan Ferrando. Iconografía de los Santos. Barcelona, Ediciones Omega, 1950; (2) PASTOUREAU, Michel e GASTON, Duchel-Suchaux. La Biblia y los santos. Madrid, Alianza Editorial, 1996. (3) ALVES, Célio Macedo. “Um Estudo Iconográfico”. In: COELHO, Beatriz (org.). Devoção e Arte - Imaginária Religiosa em Minas Gerais. Editora da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2005.
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/




