Número de registro
466
Denominação
Escultura Religiosa
Título
Nossa Senhora da Conceição
Classificação
Local de produção
Data de produção
Autor
Material/Técnica
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Dimensões
Altura (cm): 27,5 Largura (cm): 12,5 Comprimento (cm): Profundidade (cm): 10,0 Diâmetro (cm): Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Figura feminina, meia-idade, de pé, em posição frontal, cabeça erguida, cabelos longos, caídos para trás em mechas que se abrem em pontas grossas; braços flexionados à frente, mãos postas junto ao peito; pernas retas. Vestida com túnica branca cintada, gola recortada e dobrada; mangas com dobras douradas deixando a mostra as mangas da sobre-túnica; padronagem em flores grandes vermelhas e douradas; manto azul, caído por trás, subindo pela frente, à esquerda, e enrolado no braço esquerdo; padronagem em acantos dourados; forro vermelho. Base atributiva em nuvens gríseas e seis cabeças de anjos à frente; parte inferior vermelha.
Características estilísticas
Imagem de cunho popular, em barro cozido, datável do século XVIII ou XIX, de panejamento com caimentos duros e verticais; rosto inexpressivo. Provavelmente originária de São Paulo ou Rio de Janeiro, importantes centros produtores de imagens em terracota.
Características iconográficas/ornamentais
A representação artística da Imaculada Concepção da Virgem Maria foi um dos maiores desafios da iconografia católica. O desenvolvimento desse complexo tema só teve seu desenvolvimento, e já tardio, a partir do século XII. (Lembre-se que somente em 1854, o papa Pio IX, proclamou o dogma à Imaculada Concepção da Virgem inquestionável). Na elaboração do tema fundiu-se duas imagens: da Virgem das Litânias, de mãos postas em oração, e da mulher descrita no Apocalipse, crescente como a lua (presente na base) brilhante como o sol. A estas imagens se acrescentou outras, como a serpente mordendo a maçã, símbolo do pecado original; No mundo luso-brasileiro foi esta a representação que vingou da Conceição – padroeira do Império Lusitano desde 1646. O culto da Virgem da Conceição em Minas Gerais difundiu-se desde os primórdios da capitânia, quando a ela se dedicaram as primeiras igrejas matrizes, muitas ainda hoje de pé.
Dados históricos
Não foram localizados dados específicos sobre o objeto.
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha Cadastral de 26-03-1975; Ficha de Conservação e Restauração de 05-11-1990; Ficha Topográfica 1991-1997. Iconografia da Virgem Maria. Belo Horizonte, IEPHA, 1982 (Caderno de Pesquisa, 1) JUNIOR, Augusto de Lima. História de Nossa Senhora em Minas Gerais. Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 1956. MELLO E SOUZA, Maria Beatriz. Imaculada Conceição. In: Boletim do CEIB, Belo Horizonte, Ano I, número II, março/1997.
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/




