Número de registro
469
Denominação
Escultura Religiosa
Título
Nossa Senhora da Conceição
Classificação
Local de produção
Data de produção
Autor
Material/Técnica
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Dimensões
Altura (cm): 19,5 Largura (cm): 7,0 Comprimento (cm): 5,0 Profundidade (cm): Diâmetro (cm): Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Figura feminina, meia-idade, de pé, em posição frontal; cabeça erguida, olhos à frente; cabelos compridos, em estrias onduladas, com quatro mechas em zigue-zague caídas pela frente; braços flexionados a frente, mãos abertas, sobrepostas sobre o peito; perna direita flexionada; perna esquerda reta; vestida de túnica cingida na cintura; manto terciado inferiormente, enrolado no braço esquerdo; base plana, com uma parte da crescente aparecendo à esquerda.
Características estilísticas
Escultura em marfim, de origem indo-portuguesa, datável do século XVIII, com características próprias desse tipo de imagem, como o serrilhado nas bordas das vestes e os cabelos com mechas caídas em zigue-zague.
Características iconográficas/ornamentais
A representação artística da Imaculada Concepção da Virgem Maria foi um dos maiores desafios da iconografia católica. O desenvolvimento desse complexo tema só teve seu desenvolvimento, e já tardio, a partir do século XII. (Lembre-se que somente em 1854, o papa Pio IX, proclamou o dogma à Imaculada Concepção da Virgem inquestionável). Na elaboração do tema fundiu-se duas imagens: da Virgem das Litânias, de mãos postas em oração, e da mulher descrita no Apocalipse, crescente como a lua e brilhante como o sol. A estas imagens se acrescentou outra, como a serpente mordendo a maçã, símbolo do pecado original; No mundo luso-brasileiro foi esta a representação que vingou da Conceição – padroeira do Império Lusitano desde 1646. O culto da Virgem da Conceição em Minas Gerais difundiu-se desde os primórdios da capitânia, quando a ela se dedicaram as primeiras igrejas matrizes, muitas ainda hoje de pé. (1); (2) e (3)
Dados históricos
Não foram localizados dados específicos sobre o objeto. Imagens de origem luso-oriental são imagens sacras produzidas no Industão – as imagens indo-portuguesas -, na ilha do Ceilão – as cigálo-protuguesas -, na China e no Japão. São peças esculpidas por artesãos nativos, a princípio copiando e recriando protótipos trazidos pelas padres das missões portuguesas desde o século XVI, época da conquista da Ásia. As técnicas e os materiais eram locais, bem como certas tendências interpretativas, impregnadas de antigas tradições. Portugal tornou-se, no correr dos séculos XVII e XVIII, um dos países mais ricos em imagens religiosas de marfim. (4) e (5)
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha Cadastral de 26-03-1975/Ficha de Conservação e Restauração de 05-11-1990/ Ficha Topográfica 1991-1998. (1) Iconografia da Virgem Maria. Belo Horizonte, IEPHA, 1982 (Caderno de Pesquisa, 1). (2) JUNIOR, Augusto de Lima. História de Nossa Senhora em Minas Gerais. Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 1956. (3) MELLO E SOUZA, Maria Beatriz. Imaculada Conceição. In: Boletim do CEIB, Belo Horizonte, Ano I, número II, março/1997. (4) MOUTINHO, Stella Rodrigo Octavio et alii. Dicionário de Artes Decorativas e Decoração de Interiores. Rio de Janeiro. Ed. Nova Fronteira, 1999. (5) No Tempo das Feitorias. A arte portuguesa na época dos descobrimentos. Lisboa, Museu Nacional de Arte Antiga. Junho-Dezembro de 1992, vol. 1.
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/




