Número de registro
183
Denominação
Espingarda
Classificação
Local de produção
Data de produção
Autor
Material/Técnica
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Tipo de tombamento
Tombamento em conjunto
Marcas/Inscrições
“Congo Soco” (2 x) e “3” na coronha “Barnett” na base do cão
Dimensões
Altura (cm): Largura (cm): 5,5 Comprimento (cm): 140,0 Profundidade (cm): 18,0 Diâmetro (cm): Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Espingarda de cano longo, cilíndrico, com pequena mira na ponta; coronha em madeira, com três canudos na parte inferior frontal, para encaixe da vara de socar a pólvora; centro com o gatilho, envolvido por alça oval, tendo de um lado uma chapa de ferro para encaixe do cão – que se encontra solto; termina em cabo largo e achatado, guarnecido por chapa de metal na extremidade; possui duas alças para receber a correia para carregar a arma. Baioneta comprida, com a lâmina despontada, em dois cortes separados por friso; com parte posterior cilíndrica, para encaixe da peça à espingarda.
Características estilísticas
Espingarda datável do século XIX, de cano longo e simples, com calibre de 20mm, de origem certamente Inglesa, já que provém da Mina de Congo Soco, pertencente aos ingleses da Morro Velho.
Características iconográficas/ornamentais
Recortes curvos.
Dados históricos
Não foram localizados dados específicos sobre o objeto. Quanto à Mina de Gongo, esta foi descoberta por volta de 1745, sendo seu primeiro dono Manuel da Câmara de Bittencourt. A exploração de ouro em alta escala continuou com seu sobrinho, Manoel da Câmara de Noronha Bittencourt, que, com o ouro de Gongo Soco financiou a construção da igreja matriz de São João Batista do Morro Grande (atual Barão de Cocais). O outro dono da mina foi José Alves Cunha Porto, passando, então, por herança, para João Batista Ferreira Chichôrro de Sousa Coutinho, o primeiro Barão de Catas Altas, a quem coube, em 1825, vende-la aos ingleses da Imperial Brazilian Mining Association. A mina foi explorada pelos ingleses até 1856, a partir de quando entrou em decadência, devido à incapacidade das técnicas utilizadas a época – ainda que avançadas em relação ao padrão brasileiro – atingirem aos veios de ouro mais profundos.
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha Cadastral de 21-03-1975; Ficha de Conservação e Restauração de 01-10-1990; Ficha Topográfica 1991-1996.
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/



