Número de registro
395
Denominação
Lâmina de Santo
Título
Santa Rita de Cássia
Classificação
Local de produção
Data de produção
Autor
Material/Técnica
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Dimensões
Altura (cm): 37,5 Largura (cm): 30,0 Comprimento (cm): Profundidade (cm): Diâmetro (cm): Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Pintura representando uma figura feminina, jovem, em posição frontal, a meio corpo, cabeça inclinada à esquerda, olhos abaixados, braços flexionados à frente, o direito mais alto, com a mão segurando um crucifixo, o esquerdo mais baixo, com a mão levando uma palma onde se encaixam três coroas; vestida com um hábito escuro, com capa e túnica cintada, com decoração em rendilhados dourados; coifa branca em rendilhado dourado e véu preto; cabeça envolvida por raionado dourado; Moldura frisada, pintada em verde claro metalizado.
Características estilísticas
Pintura de cunho semi-erudito, em tempera sobre vidro, com composição simples e as figuras de feições ingênuas, principalmente o cristo crucificado; de origem certamente mineira, datável do século XVIII ou XIX.
Características iconográficas/ornamentais
Rita é a abreviatura de Margarida. Viveu no século XV, na Úmbria, Itália. Tendo perdido o marido e os filhos, fez-se monja agostiniana no Convento de Cascia. Era estigmatizada. (Tinha na fronte um ferimento que não sarava – como se fora causado por um espinho da coroa de espinhos de Cristo.) Evocada nos casos desesperados ou de solução impossível, devido ao seu milagre final. Ao morrer, pediu uma rosa (alguns dizem um figo), rosa que miraculosamente florira fora de estação no seu jardim. É representada rodeada de abelhas que lhe teriam rodeado o berço, um espinho da coroa de Cristo na fronte e uma flor ou crucifixo na mão, como é mais comum representá-la em Minas Gerais. É comemorada pela Igreja em 22 de maio.
Dados históricos
Não foram localizados dados específicos sobre o objeto. Trata-se de um tipo de pintura muito comum no período colonial; nos antigos inventários e documentos de irmandades mineiras são denominadas de “lâminas” – nesse caso “Lâmina de Santa Rita de Cássia”.
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha Cadastral de 26-03-1975; Ficha de Conservação e Restauração de 19-10-1990; Ficha Topográfica 1991. MEGALE, Nilza Botelho. Santos do povo brasileiro. Petropólis/RJ, Vozes, 2002. TAVARES, Jorge C. Dicionário de Santos. Porto, Lello & Irmão – Editores, 1990.
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/




