Número de registro
325
Denominação
Litografia
Título
Lavagem do ouro
Classificação
Local de produção
Data de produção
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Marcas/Inscrições
Ao alto: “ 3e Div. Pl 22”. Embaixo: “Dessiné d’aprés nat. par Rugendas – Lith de Thierry frêres, Succm de Engelmann et Cie, à Paris – Lithe par Joly, fig. par Waltier – LAVAGE DU MINERAI D’ OR – Pres de la montagne Itacolomi.
Dimensões
Altura (cm): 53,5 Largura (cm): 44,0 Comprimento (cm): Profundidade (cm): 3,5 Diâmetro (cm): Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Vista representando o trabalho aurífero em uma encosta de montanha, tendo no primeiro plano, à direita, dois escravos batendo um couro de boi sobre uma bateia; por trás deles, um grupo de escravos e capatazes averiguando o conteúdo das bateias trazidas pelos escravos. Ao centro corre um canal de água canalizado desde uma cachoeira ao pé da montanha, onde alguns escravos garimpam com suas bateias e outros utilizam o couro de boi para garimpar; mais ao fundo, do lado da cachoeira, existe uma entrada de um túnel de onde entram e saem escravos portando suas bateias. Mais afastado, à esquerda da cena, aparece outra queda d’água, formando um lago, onde mais escravos garimpam com suas bateias. Paisagem completada, mais ao fundo, com a montanha e sua mata. Passe-partout em papel cartão branco. Moldura em madeira envidraçada.
Características estilísticas
Litografia composta na Casa dos “Irmãos Thierry”, em Paris, a partir de desenhos feitos por Rugendas durante sua viagem por Minas Gerais, na primeira metade do século XIX.
Características iconográficas/ornamentais
Vista demonstrando os trabalhos de mineração, lavagem e apuração do ouro na encosta do Pico do Itacolomi, em Ouro Preto, na qual se pode observar o uso do couro de boi no garimpo do ouro.
Dados históricos
João Maurício Rugendas (1802-1858) foi o mais distinguido dos artistas estrangeiros a documentar o Brasil, onde esteve a partir de 1821, acompanhando a missão do cônsul russo von Langsdorff; mas dele separou-se pouco depois e percorreu o pais, por conta própria, em várias direções, até 1825, quando regressou então à Europa, com as pastas cheias de desenhos. Demorou-se algum tempo em Paris, tratando da publicação dos mesmos. A sua preciosa coleção artística, constando de esboços a óleo, aquarelas e desenhos a lápis, feitos principalmente na América Meridional (México, Chile, Peru, Bolívia e Brasil), a partir de 1821, compreende cerca de 3.353 estudos e, atento ao seu valor não só artístico como geográfico e etnológico, foi adquirida, em 1848, pelo governo Bávaro, e é conservada entre os tesouros da famosa Pinacoteca de Munich. Os resultados da primeira viagem de Rugendas ao Brasil, entre 1821 a 1825, foram os únicos publicados.
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha Cadastral de 24-03-1975/Ficha de Conservação e Restauração de 15-10-1990/Ficha Topográfica 1991 a 1997. Minas Gerais: os Viajantes estrangeiros. Suplemento Literário do Minas Gerais. Belo Horizonte, Ano V, nº 213, Sábado/26 de set, 1970.
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/




