Número de registro
633
Denominação
Relicário
Classificação
Local de produção
Data de produção
Autor
Material/Técnica
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Dimensões
Altura (cm): 23,5 Largura (cm): 19,0 Comprimento (cm): Profundidade (cm): 3 Diâmetro (cm): Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Caixa relicário, cordiforme, entalhada, contornada por cês e concheados, com vazados; arremate superior em frontão encimado por concheado com lingüeta; inferiormente apresenta um concheado com lingüeta; centro com cavidade circular, delimitada por moldura; fundo com pintura verde estrelas brancas; outra cavidade menor superior, também delimitada por moldura e interior de mesma pintura. Parte traseira com tampas, puxadores e alça de metal.
Características estilísticas
Relicário de gosto rococó, datável do último quartel do século XVIII, de desenho curvilíneo, com decoração típica do estilo, em concheados, lingüetas, cês e douramento; originário de Minas Gerais.
Características iconográficas/ornamentais
Relicário é uma urna ou cofre destinado a guarda de relíquias. Relíquia é tudo aquilo que constitui o corpo físico de um santo (ossos, cabelos, dentes, etc.) ou algo que tenha entrado em contato com ele (partes de suas roupas, pertences pessoais, poeira de seu túmulo, etc). No século IV, estabeleceu-se que seria necessária a presença de uma relíquia para a sagração de uma igreja. Desse modo, pode-se dizer que o culto às relíquias foi o responsável direto pelo surgimento do culto às imagens de santos. Tal fato estimulou a multiplicação das relíquias, e mais do que isto, do comércio em torno delas. Isto implicou em muitas falsificações e criações fantasiosas. Durante a Idade Média, cabeças de São João Batista surgiram às dezenas; a crista do galo que cantou na negação de Pedro, às centenas; ossos dos santos, aos milhares. No entanto, o mais espetacular caso de relíquias, refere-se aos instrumentos de martírio de Jesus Cristo – as armas Christi, como são conhecidas. Consta que São Luís Rei de França, durante a sétima cruzada (séc. XIII), havia comprado em Constantinopla alguns desses instrumentos, como os cravos e a coroa de espinhos, e os levado para o Ocidente. Mas, misteriosamente, tais relíquias reapareceram na antiga capital do Império Bizantino algum tempo depois.
Dados históricos
Não foram localizados dados específicos sobre o objeto.
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha de Inventário de 24-11-1989; Ficha de Conservação e Restauração de 21-11-1990; Ficha Topográfica 1991.
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/




