Número de registro
278
Denominação
Balança com estojo
Local de produção
Data de produção
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Tipo de tombamento
Tombamento em conjunto
Marcas/Inscrições
“All forts of/trecho apagado/Copper & Brafs Scales/trecho apagado/made & sold by/ Thomas Beach/Nº 11 in Digbeth/Birmingham” (na tampa, por dentro)
Dimensões
Altura (cm): 15,0 Largura (cm): 1,5 Comprimento (cm): Profundidade (cm): Diâmetro (cm): 7,5 Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Balança de braço reto, de secção cilíndrica, frisado, com os extremos terminados em ganchos, onde se prendem os pratos; centro mais grosso, com um fiel, alojado dentro de uma haste articulada, apontada superiormente e com um pingente inferior. Dois pratos circulares, fundos, fixados ao braço, cada um, por três cordões. Caixa retangular, com tampa de borda arredondada, saliente, provida de um fecho simples; centro gravado em friso retangular, cortado por linhas diagonais, que morrem nas quinas. Tampa tem por dentro, colado, um selo de papel, indicando o local e a marca do fabricante, com gravura representando uma mulher portando uma espada e uma balança, dentro de coroa de palmas com laços e guirlanda de flores.
Características estilísticas
Balança de origem inglesa, de mecanismo simples, datável do século XIX. Pode ser oriunda da Casa de Fundição de Sabará, cujo funcionamento foi até por volta de 1830.
Características iconográficas/ornamentais
Recortes curvos e frisos; Figura da Justiça simbolizada por mulher de olhos vendados, de pé, levando balança e espada entre coroa de louro, laços e guirlanda de flores.
Dados históricos
Não foram localizados dados específicos sobre o objeto. As primeiras notícias sobre as Casas de Fundição em Minas Gerais são de 1719, quando um decreto real determinava a criação de uma Casa em cada cabeça de comarca. No entanto, a criação destas Casas não ocorreu em um mesmo momento e o funcionamento delas nem sempre se deu de forma constante. A Casa de Fundição de Sabará, ao que parece, teve seu pleno funcionamento somente a partir de 1734, e mesmo assim com alguns períodos de interrupção, e sobreviveu até 1830, quando foi extinta. Em inventários antigos da Fundição de Sabará (séculos XVIII e XIX) há referência a vários instrumentos de uso na casa como “almofarizes de bronze com sua mão de ferro”, rilheiras, tenazes, balanças, etc.
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha Cadastral de 22-03-1975; Ficha de Conservação e Restauração de 09-10-1990; Ficha Topográfica 1991-1996. Arquivo Museológico da Casa Borba Gato – ver especialmente Pasta 10 – “Documentos relativos à Casa de Fundição”.
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/




