Número de registro
462
Denominação
Escultura Religiosa
Título
Santana Mestra
Classificação
Local de produção
Data de produção
Autor
Material/Técnica
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Dimensões
Altura (cm): 44,0 Largura (cm): 27,0 Comprimento (cm): Profundidade (cm): 25,0 Diâmetro (cm): Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Conjunto escultórico composto por duas figuras femininas: uma de meia-idade, sentada, em posição frontal, cabeça erguida, olhos abaixados; braço direito flexionado à frente, mão apoiada sobre o livro aberto, com o dedo indicador apontado; braço esquerdo flexionado para o lado, mão apoiada sobre o ombro da menina; pernas dobradas, com pés em ângulo. Vestida com túnica cingida por correia; coifa; manto enrolado no ombro esquerdo e jogado sobre o colo, servindo de apoio ao livro; véu curto sobre a cabeça. Cadeira vermelha, de espaldar alto, com cachaço recortado em curva, com arremate em trifólio; braços curvos e pernas retas; com pintura de flores e ramicelos. A menina do lado direito, de pé, em perfil, cabeça erguida, cabelos curtos, terminados em volutas; braço direito flexionado, mão sobre o peito; braço esquerdo flexionado a frente, mão segurando o livro aberto; perna esquerda flexionada e a direita reta; vestida de túnica cingida na cintura e um mantelete que envolve as costas. Base simples, de forma quadrada, quinas abatidas, borda chanfrada em azul.
Características estilísticas
Escultura de fatura razoável, em composição mais contida, com insinuação de movimentação no manto de Santana; rostos inexpressivos; cadeira simples sem detalhamentos ornamentais; datável do século XVIII, de provável origem mineira.
Características iconográficas/ornamentais
Santana, esposa de São Joaquim e mãe da Virgem Maria, cujo culto é bem antigo, datando do século VI, no Oriente, e do século VIII, no Ocidente. A história de Santana não se encontra na Bíblia, foi criada em cima de uma tradição que bebeu suas fontes nos escritos apócrifos. Culto bastante comum em Minas Gerais onde teria chegado com os primeiros povoadores, daí proliferando-se rapidamente. Outro fato que auxiliou essa proliferação foi o papel das confrarias de Santana, associadas à caridade e à cura de doenças. Em Minas Gerais geralmente aparece sob a invocação de Santana Mestra, uma matrona sentada em uma cadeira com um livro aberto nos joelhos, ensinando a Virgem menina. As variações de sua representação ficam a gosto do artista, da época e da região.
Dados históricos
Não foram localizados dados específicos sobre o objeto.
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha de 26-03-Cadastral 1975; Ficha de Conservação e Restauração 24-10-1990; Ficha Topográfica 1991-1998; 5 fotos P&B nos 203 a 206 e 226. MEGALE, Nilza Botelho. Santos do Povo Brasileiro. Petrópolis/RJ, Vozes, 2002. ROIG, Juan Ferrando. Iconografía de los Santos. Barcelona, Ediciones Omega, 1950
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/




