Número de registro
433
Denominação
Escultura Religiosa
Título
São Joaquim
Classificação
Local de produção
Data de produção
Material/Técnica
Fotógrafo
André Brasil
Data da fotografia
2007
Esfera de proteção legal
Federal
Dimensões
Altura (cm): 30,5 Largura (cm): 12,0 Comprimento (cm): Profundidade (cm): 9,7 Diâmetro (cm): Peso (g): Circunferência (cm):
Resumo descritivo
Figura masculina, anciã, de pé, em posição frontal; cabeça erguida, olhares à frente; calvo, com cabelos na parte posterior da cabeça; bigode e longa barba; boca entreaberta; braço direito flexionado à frente, mão de segurar; braço esquerdo flexionado junto ao peito, mão segurando um livro dourado, fechado, que é comprimido contra o peito; pernas retas, estando à direita mais à frente, pés paralelos; vestido com túnica curta azul, de gola ampla, recortada em frisos dourados, mangas com dobras douradas e barra com relevo dourado e rendilhado, padronagem em esgrafito, rosas e ramicelos verdes; manto vermelho, caído por trás, com uma dobra jogada sob o ombro direito, padronagem em flores douradas, com relevo de ramicelos dourados e rendilhado, forrado de azul; calçado com botas de cano alto pretas com esgrafitado dourado, com dobras vermelhas à altura dos joelhos. Base quadrada, de quinas chanfradas, marmorizada de vermelho, com moldura cinza e dourada na borda.
Características estilísticas
Imagem de oratório, de pequenas dimensões, mas de fatura erudita, com panejamento em movimento gracioso, realçado pela policromia, em tons de azul e vermelho, com pastilha e esgrafito, bem típica do rococó mineiro, de final do século XVIII. Trata-se do mesmo autor de São José de Botas, conhecido por “Mestre de Sabará”. Ao pintor Joaquim Gonçalves da Rocha, que executou a pintura do oratório onde se encontra a imagem, deve ser creditado o estofamento (pintura) da imagem.
Características iconográficas/ornamentais
Representação tradicional de São Joaquim em Minas Gerais. Pai de Nossa Senhora e Esposo de Santana, já de aparência idosa, calvo, com a barba longa, vestido em trajes bíblicos; como atributo porta um livro e, na outra mão, poderia trazer um cajado, símbolo de sua ancianidade. O culto de São Joaquim não é muito popular em Minas Gerais, onde está geralmente associado ao de Santana, juntamente com quem é festejado em 26 de Julho. São Joaquim é padroeiro dos Homens Casados. (2) e (3)
Dados históricos
Mestre de Sabará é o nome atribuído provisoriamente – até que se conheça o nome do artista – ao escultor que atuou em Sabará, em fins do século XVIII e início do século XIX. A ele é atribuído um conjunto de imagens de roca pertencentes à Igreja de São Francisco de Assis de Sabará. (4) Já Joaquim Gonçalves da Rocha foi um pintor atuante em Sabará no início do século XIX, entre as suas obras mais significativas, destaca-se toda a pintura e douramento da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, realizada entre os anos de 1813 a 1818. (1)
Referências bibliográficas/arquivísticas
Ficha Cadastral de 26-03-1975; Ficha de Conservação e Restauração 23-10-1990; Ficha Topográfica 1997; 3 Fotos P&B nos 232, 233 e 234. (1) MARTINS, Judith. Dicionário de artistas e artífices nos séculos XVIII e XIX em Minas Gerais. Rio de Janeiro, Publicações do IPHAN/MEC (27), 1974, vol. 2. (2) MEGALE, Nilza Botelho. Santos do Povo Brasileiro. Petrópolis/RJ; Vozes, 2002. (3) ROIG, Juan Ferrando. Iconografía de los Santos. Barcelona, Ediciones Omega, 1950 (4) SANTOS FILHO, Olinto Rodrigues. Mestre de Sabará – santeiro do período rococó mineiro. In: Boletim do CEIB. Belo Horizonte, V. 6, nº 21, Fev. De 2002;
Condições de reprodução
Domínio público, ver https://museudoouro.acervos.museus.gov.br/reproducao-de-imagens-do-acervo/




